Perigo: a detração da promoção

bears on hiking trails

Ainda estamos no primeiro semestre e já contabilizamos desastrosas campanhas de marketing, patrocínios e publicidades em multinacionais no Brasil e em outros países.

São ações que ao invés de promoverem a marca acabam atuando justamente como elemento de risco.

No Brasil, a lambança nos primeiros meses do ano foi intensa. De merchandising em novela que teve com garota-propaganda uma das mulheres vítimas do tráfico internacional de pessoas até comercial referente à crença popular que associa gatos pretos à falta de sorte – retirado do ar após recepção negativa de donos de gatos e protetores de animais.

A saia-justa não fica apenas em terras brasileiras. A rede de supermercados britânica Tesco foi a protagonista da maior crise de imagem do ano no país. Foi constatado, por meio de análise de autoridades sanitárias, que havia carne de cavalo nos hambúrgueres de fabricação própria da loja. O caso gerou tanta indignação nos consumidores que a empresa subiu da 26ª para a 3ª posição entre as marcas mais comentadas em todo o mundo, segundo a ferramenta The Most Tweeted Brands. Foram 176 mil menções (negativas, em sua imensa maioria) em 24 horas, em cerca de 150 países, atrás apenas das marcas Facebook e Google.

Analisando estes casos, podemos tirar algumas lições: a primeira de que a famosa frase – “fale bem ou mal, mas fale sobre mim” não é uma boa estratégia para a marca. Segunda, empresas grandes e reconhecidas também cometem erros básicos como os citados. E terceira, a divulgação como peça essencial para a empresa, por isso, ela tem que ser planejada de acordo com a verdade contida na companhia, ou seja, tem que haver credibilidade no que é dito e no que realizado.

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